

TARÔ ALEIJO
CRIPPLE TAROT
Claudio Rubino
DATAS:
||| 14/03 – 16H
||| 14/03 – 20H
LOCAL:
||| Teatro Estelar
DURAÇÃO: 45 min
PERFORMANCE
PESSOAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO/
Persons involved in the process
Claudio Rubino/ Claudio Rubino: pesquisador, idealizador, performer
Naiane Olah: intérprete de Libras (assistente de palco do tarólogo/ tage assistant to the tarot reader)
Sinopse
Tarô Aleijo é uma pesquisa artístico-performática anticapacitista que reimagina o tarô como dispositivo cênico, visual e político. Por meio de um baralho ilustrado e ativações performativas mediadas pelo Arcano Rubino, a obra desloca arquétipos normativos e propõe a deficiência como linguagem, presença estética e produção de conhecimento. A acessibilidade é integrada desde a concepção, afirmando a Cultura do Acesso como estrutura da criação artística.
Synopsis
Tarô Aleijo is an anti-ableist artistic-performative research that reimagines tarot as a scenic, visual, and political device. Through an illustrated deck and performative activations mediated by Arcano Rubino, the work displaces normative archetypes and proposes disability as language, aesthetic presence, and knowledge production. Accessibility is integrated from the conception, affirming the Culture of Access as the structural basis of artistic creation.
ESCUTE O ARTISTA CONTANDO SOBRE O PROCESSO /
Listen to the artist talk about the process
TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO: Oi gente, tudo bom? Vou falar um pouco aqui sobre a pesquisa do “Taro Alejo”, que é uma pesquisa artística que eu, Cláudio Rubinho, estou desenvolvendo a partir da minha própria vivência como pessoa com deficiência e profissional no setor cultural de gestão e consultoria em acessibilidade.
E aí essa pesquisa começou no mestrado em Artes da Sena, no Célia Helena, Escola Itaú. Eu estou quase terminando, a previsão é minha defesa em março, mais ou menos próximo ao Farofa também.
E o "Tarô do Aleijo" nasce de um incômodo antigo, que é a percepção da deficiência quase sempre na cultura, significada como falta, problema, exceção, obrigação, custo, e raramente como ponto de perspectiva de linguagem, de acessibilidade estética, de provocação estética, de lugar de criação.
Então eu pego o tarot tradicional, que é o tarot waite, e redesenho os arcanos maiores, os 22 arcanos maiores, com personagens def ou relacionados à cultura do acesso, à acessibilidade, e aí eu... transformo essas cartas em uma espécie de comentários críticos sobre o corpo com deficiência, sobre a normalidade, sobre o acesso, sobre destino, mas não um destino como algo fechado, como algo que se constrói no encontro, na leitura, na troca.
É uma ironia justamente ao modelo místico da deficiência, que é um dos tipos de modelo que quase nunca se é discutido, que tem o modelo médico, o modelo social, mas tem muitos outros e um deles é o modelo místico.
Então o “Tarô Aleijo” se ativa em performance com cartas ilustradas, os textos, dados, leis, memórias reais, ficcionais, vários absurdos, tudo mediado pelo Arcano Rubino, que é esse meu álter ego, esse meu personagem, que bagunça as certezas e provoca as perguntas difíceis junto com as pessoas.
Então, a acessibilidade nesse trabalho, não é um fator extra, ele tá no centro da pesquisa, desde o jeito que as cartas são feitas por mim, que sou uma pessoa com deficiência, até como o público participa.
Então, no fundo, o Tarô é sobre isso, é sobre transformar aquilo que sempre tentaram corrigir ou silenciar em linguagem, presença e futuro possível. É isso!
Transcription: Hi everyone, how are you?
I’m going to talk a little about the research for “Tarô Aleijo,” which is an artistic research that I, Cláudio Rubino, am developing based on my own lived experience as a person with a disability and as a professional in the cultural sector working in accessibility management and consultancy.
This research began during my Master’s in Performing Arts at Célia Helena / Escola Itaú. I’m almost finishing it, with my defense expected around March, more or less close to Farofa as well.
Tarô Aleijo comes from a long-standing discomfort, which is the perception of disability in culture as almost always framed as lack, problem, exception, obligation, cost, and rarely as a point of linguistic perspective, of aesthetic accessibility, of aesthetic provocation, of a place of creation.
So I take the traditional tarot, the Waite tarot, and redesign the major arcana—the 22 major arcana—with disabled characters or characters connected to access culture and accessibility. And then I transform these cards into a kind of critical commentary on the disabled body, on normality, on access, on destiny—but not destiny as something closed, but as something built through encounter, reading, and exchange.
It’s an irony directed precisely at the mystical model of disability, which is one of the models that is almost never discussed. There’s the medical model, the social model, but there are many others, and one of them is the mystical model.
So Tarô Aleijo unfolds in performance through illustrated cards, texts, data, laws, real and fictional memories, various absurdities, all mediated by the Arcano Rubino, which is this alter ego of mine, this character who messes with certainties and provokes difficult questions together with people.
So accessibility in this work is not an extra factor—it’s at the center of the research, from the way the cards are made by me, a person with a disability, to how the audience participates.
So, at its core, tarot here is about that: transforming what people have always tried to correct or silence into language, presence, and a possible future. That’s it!
Minibio
Artista e consultor em acessibilidade cultural, pessoa com deficiência física, gay e autista, atua há 25 anos na luta anticapacitista e na ampliação das práticas de acessibilidade na cultura. Mestrando em Artes da Cena, bacharel e licenciado em Educação Artística, especialista em gestão cultural e educação inclusiva. Atuou em projetos de acessibilidade, mediação cultural e políticas públicas em instituições como Itaú Cultural, Instituto Tomie Ohtake, Museu Afro Brasil e outras.
Short biography
Artist and consultant in cultural accessibility, a person with physical disability, gay and autistic, he has been active for 25 years in the anti-ableist struggle and in expanding accessibility practices in culture. A Master’s candidate in Performing Arts, with a bachelor’s and teaching degree in Arts Education, and a specialist in cultural management and inclusive education. He has worked on accessibility projects, cultural mediation, and public policies in institutions such as Itaú Cultural, Instituto Tomie Ohtake, Museu Afro Brasil, among others.




